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Um vulcão em erupção: uma experiência inesperada

Num dos últimos dias, enquanto procurava por comentários sobre a erupção do vulcão Fagradalsfjall na Islândia, encontrei uma mulher a pedir conselhos no Twitter sobre se devia reservar uma viagem para ir já ou se não havia grande urgência. Fiquei curioso, li mais e percebi que é alguém que garantiu ao marido no final do ano passado que compraria uma viagem na próxima vez que houvesse uma erupção. Era o sonho da vida dela e, naturalmente, um sonho que não se pode cumprir com (...)

Nanortalik - uma porta de entrada na Gronelândia

A Gronelândia é um destino exótico, invulgar, que traz consigo uma uma sensação de inalcançável. Como tantos outros destinos, essa ideia vai desaparecendo a partir do momento em que se começa a perceber como exatamente podemos lá chegar. Aquela enorme mancha branca no mapa tornou-se realidade em Nanortalik, uma pequena povoação no sul do território, escondida por montanhas por todos os lados, exceto na saída possível: o mar. O nome significa «o lugar dos ursos polares» ou (...)

O atlas de bolso ainda existe

Tem sido difícil, não é? Mais um ano e continuamos caladinhos por aqui (apesar de poderem acompanhar os nossos - poucos - passeios no podcast atlas de bolso, disponível nas plataformas do costume), mas queremos mudar isso. Só falta um bocadinho de tempo e normalização do mundo. E da vida. Mas o nosso cantinho continua cá. Até breve.

Um ano de Covid-19, muito poucos passeios e grandes mudanças

Já passou um ano desde que escrevemos pela última vez aqui na chafarica - e infelizmente, este não é um novo guia, um novo top-5 ou um post sobre aquele jogo super-nada-esquisito que fomos ver numa cidade qualquer do mundo. Nope. Em fevereiro de 2020 fizemos a nossa última viagem internacional - até Milão - antes da Covid-19 parar o mundo, e além de nos matar os planos, a pandemia matou-me (pelo menos a mim), a inspiração. Temos muitas viagens para recordar, muitos posts (...)

Relato de uma viagem ao inferno (em Los Angeles)

Algum dia havia de acontecer. Com pelo menos quatro ou cinco viagens por ano, umas maiores e outras só um pulinho de fim-de-semana, as probabilidades diziam-nos que algum dia um de nós haveria de ficar bastante doente longe de casa. Já tínhamos passado por uma insolação que nos cortou dois dias de férias de praia, em Marrocos, e já tínhamos tido a dor de garganta ocasional. O que não esperávamos, e até dispensávamos, era que quando a verdadeira doença chegasse estivéssemos: (...)

Ir ao cinema no coração de Hollywood

Ano após ano, as imagens entram-nos pela televisão e pelas redes sociais mesmo que queiramos fugir. A cerimónia dos Oscars merece uma ampla cobertura e vemos sempre imagens da Hollywood Boulevard, em frente ao Dolby Theatre, com passadeira vermelha, estrelas de cinema e múltiplas entrevistas. Não é por acaso que aquele quarteirão é um dos pontos mais turísticos de Los Angeles. Toda a gente quer ver as estrelas no chão do passeio, as marcas das mãos gravadas no cimento, os (...)

Regressar ao Staples Center… com Kobe Bryant

Soubemos que íamos regressar a Los Angeles em março de 2019. A viagem estava marcada para o final do ano e ainda não dava para planear grande coisa. Percebemos que, com sorte, seria possível voltar a ver um jogo da NBA no Staples Center, quatro anos e meio depois de termos estado presentes no jogo de despedida de Kobe Bryant. Aliás, só mesmo com muito azar é que durante os dias que (...)

Londres como uma «escala» perfeita para os Estados Unidos

A capital de Inglaterra faz parte de um triunvirato de cidades europeias que está no topo das preferências de milhões de turistas. Pode não ter o glamour de Paris ou a história antiga de Roma, mas assume-se como um centro de cosmopolitismo e com uma história suficientemente rica para seduzir os apaixonados por este tipo de destinos. A cidade vale por si. Tem imenso para ver e oferece soluções a quem gosta mais de natureza, história, arte, teatro, cultura de rua ou mesmo deporto (...)

O essencial de Filadélfia num dia

  Nota prévia: um dia em Filadélfia é pouco. Sentimos a necessidade de fazer as coisas a correr e há sempre o risco de não conseguirmos absorver o essencial da cidade que foi, em tempos, a capital dos Estados Unidos. Mas, ao mesmo tempo, se tiverem a oportunidade de passar umas horas não hesitem. Vão encontrar algo que não existe em mais lado nenhum. Filadélfia esteve desde o início no nosso radar para a viagem a Washington. A proximidade geográfica – cerca de duas horas de (...)

Odiar Nova Iorque... e aprender muito com isso

New York... Concrete jungle where dreams are made of": a voz da Alicia Keys ressoa muitas vezes na minha cabeça quando penso em Nova Iorque, mas fico-me sempre pela selva de cimento - não fui a NYC para realizar sonhos. Voltemos atrás: fui eu que exigi incluir a cidade como paragem na minha primeira viagem aos Estados Unidos, enquanto o Rui me tentava convencer a começar por Washington D.C., que seria novidade para os dois. Eu estava convicta - "Não faz sentido nenhum ir aos EUA e (...)