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atlas de bolso

travel blog

Sex | 28.12.18

Adeus, ano. Olá, ano.

 

Não costumo fazer grandes reflexões no final do ano, nem antever o que vem aí no próximo. Ou não costumava: no final de 2016 isso mudou. Precisava que chegasse outro ano, e urgentemente; precisava de um ano melhor. 2017 foi ainda pior. E, novamente, cheguei ao final do ano e pensei “não, a sério, o próximo tem de ser melhor”.

 

E sabem quando sentem realmente que agoiraram a coisa? O início de 2018 foi terrível. Acho que nunca um ano começou tão mal – às vezes acabaram mal, outras vezes foram maus a meio, houve várias variações, mas nunca era logo de início. Desta vez, os primeiros seis meses chegaram como uma bomba.

 

O tempo passado em urgências, em consultas, em salas de exames, em alas de internamento ou em sessões de fisioterapia foi demasiado. A preocupação, a dor, a tristeza e a falta de opções marcaram o meu 2018, sem dúvida. Mas chego ao final do ano e lembram-me: fui Londres, a Lyon e Genebra, a Sevilha e Gibraltar, andei a passear por Estocolmo e Helsínquia, fui a Paris e estive em Roland Garros, fiz metade da EN2, fui conhecer o Minho e fui à praia em Vigo, morri de calor em Nova Orleães, Atlanta e Miami Beach, fui a Toulouse, a Boston e a Salem e acabei o ano em Madrid.

 

Se aquilo que me dá mais prazer é viajar, terá sido 2018 assim tão mau? Pois. Sim, e não. Não há viagem no mundo que nos tire a preocupação de uma doença de quem nos é próximo, e não há passeio que nos faça esquecer uma cirurgia marcada para o dia seguinte. Sim, fui a Paris e a Estocolmo, mas se tivesse um smart watch ia poder mostrar-vos a diferença de ritmo dessas viagens, feitas em “pós-operatório”, e o normal. Sim, fui, adorei, aproveitei o que podia – mas não aproveitei tudo.

 

Mas 2018 trouxe-me, realmente, um final de ano cheio de boas perspetivas para o futuro. A esperança de, ao fim de dois anos, entrar em janeiro sem ter dores. Um novo desafio pessoal e profissional. Umas poucas viagens, bem escolhidas, que incluem duas semanas no Japão.

Rock On, 2019!

Não tenho dúvidas que ainda vou acordar de vez em quando a suar, a achar que estou no recobro, e que de vez em quando vou ter de parar o que estou a fazer porque a minha perna está estragada, e que vou saltar quando receber uma chamada que não tem razão de ser naquele dia, ou naquela hora. Mas 2019 parece ir ser mais bom que mau, e isso já é um progresso. Cá estaremos para ver se se confirma ou se, mais uma vez, agoirei.

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