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atlas de bolso

travel blog

Sex | 15.02.19

Como é que se decide fazer um cruzeiro?

O momento é solene, exige uma escolha ponderada e muito preparada das palavras. Sabemos que não vai ser fácil responder quando a nossa família, amigos e colegas de trabalho perguntarem qual vai ser a nossa próxima viagem. E é ainda mais problemático quando a iniciativa é nossa e soltamos aquelas quatro palavras capazes de lançar uma revolução nas nossas vidas: "Vamos fazer um cruzeiro".

Vista para Miami, do barco (desculpem, navio!)

"A sério? Não vos imagino nada a fazer um cruzeiro", "Um cruzeiro?! Vocês?!" ou simplesmente uma gargalhada longa sem qualquer palavra associada àquele momento de gozo ecoante foram algumas das reações que tivemos. E, devemos dizer, com razão, foram naturais. Sabemos perfeitamente que não somos o público-alvo dos cruzeiros e, mais importante ainda, os cruzeiros não são a nossa viagem-alvo.

 

Mas, no final, os motivos para a escolha foram mais fortes do que cada desvantagem óbvia que surge até na mente dos que menos nos conhecem. Escolher fazer um cruzeiro nas Caraíbas em fevereiro foi o resultado de uma pesquisa prolongada que obedecia a duas pequenas, mas fulcrais, condições: fazer uma semana de sol sem gastar muito dinheiro.

 

Aruba é uma viagem que não se pode fazer todos os anos por isso começámos a pesquisar qual poderia ser o nosso próximo destino para esta finalidade logo em dezembro de 2017. Os orçamentos exigiam sempre muito de nós – mais ainda neste caso porque seria uma viagem-prenda, neste caso da Sarah para mim – mas fomos adicionando uma lista de interesses. As Ilhas Caimão, com a sua esplendorosa Seven Mile Beach, surgiram no topo.

 

Os meses passaram sem uma decisão. O que gostávamos mais era demasiado caro, o que caía dentro do orçamento não nos garantia a determinação férrea com que avançamos sempre para cada botão de compra. Foi aqui que o cruzeiro apareceu pela primeira vez.

Havana seria um dos pontos altos da viagem

Uma rota nas Caraíbas permitiria experimentarmos várias opções – até para prospeção futura – e o orçamento ficava bastante abaixo do pensado. Decididos, começámos a debruçar-nos sobre os destinos que mais nos interessavam e nem houve sequer indecisão antes de avançarmos para aquele que, começando e acabando em Miami, nos permitiria passar por Jamaica (Montego Bay), Ilhas Caimão (George Town), México (Cozumel) e ficar dois dias em Cuba (Havana).

 

Roçava a perfeição. Não seria só sol e praia como nos interessava no início, mas garantia-nos a passagem desejada pelas Ilhas Caimão e uma muito ansiada mas nunca concretizada ida a Havana. De resto, o cruzeiro seria sobretudo um hotel ambulante com piscina. Foi com essa mentalidade que embarcámos. Sabíamos que estávamos alheados do ambiente próprio de um cruzeiro, mas íamos precisar apenas de uma cama para dormir, de duas espreguiçadeiras ao pé da piscina enquanto navegávamos, potenciando o tempo de sol, e de um buffet que nos permitisse entrar de calções e chinelos e sem grandes arranjos.

 

Tudo o resto, como o casino, o teatro, as festas e animações próprias seriam mais-valias que todos os hotéis têm mas que na verdade nunca utilizamos.

Jamaica

Foi por isto que decidimos fazer um cruzeiro. Ou, como o conceito que a Sarah veio a desenvolver na perfeição, apanhar um cruzeiro.

 

Voo para Miami (ida e volta, por pessoa): 398 euros

Cruzeiro (7 noites, com pensão completa, em camarote interior, por pessoa): 507 euros

Vistos para Cuba (por pessoa): 50 dólares