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atlas de bolso

travel blog

Qua | 26.09.18

Dez dias no sul dos Estados Unidos como solução de recurso

Oak Alley Plantation

Em 2017 viajámos duas vezes até aos Estados Unidos: fizemos o California Zephyr – comboio que liga Chicago a Emeryville (San Francisco) – e ficámos apaixonados pela ideia de percorrer as linhas ferroviárias do país - e fomos ver um jogo da minha equipa da NFL (New England Patriots).

 

(Also available in English)

 

Para 2018, tínhamos pensado fazer uma mistura das duas: ver um jogo da equipa da Sarah (Green Bay Packers, do Wisconsin) e voltar a atravessar o país a partir de Chicago, mas desta vez até ao sul, até Nova Orleães, com o City of New Orleans.

 

Tínhamos a viagem pensada, com direito a uma paragem em Memphis para visitar a varanda do hotel em que Martin Luther King foi assassinado, no cinquentenário da sua morte, orçamentos feitos e tudo definido com apenas uma coisa em suspenso: o calendário da temporada. Green Bay é uma cidade fria e não queríamos adiar muito a viagem. Nada correu bem: os Packers iam começar a época com dois jogos consecutivos em casa e o preço dos bilhetes representava um esforço que, para já, não valia a pena.

 

Fomos à procura de um plano B. Havia muitas opções à vista, com múltiplas combinações entre cidades, mas a escolha tornou-se cada vez mais clara: mantínhamos Nova Orleães e juntávamos Atlanta, ali «tão perto». Resistimos a abdicar de Memphis mas quando percebemos que a forma mais económica de fazer a viagem implicava chegar aos Estados Unidos via Miami, soubemos que teria de ficar para outra viagem.

 

O novo plano de viagem começou a desenhar-se sozinho. A primeira tentação foi ir ver preços, horários e duração das viagens dos autocarros da Megabus (que já nos foram tão úteis no passado), mas não havia ligações diretas a Miami e preferimos o avião a perder tempo desnecessário.

 

Feitas as contas, ia haver cinco voos: Lisboa-Miami, Miami-Nova Orleães, Nova Orleães-Atlanta, Atlanta-Miami e Miami-Lisboa. Na primeira passagem por Miami, tendo em conta as esperas sempre imprevisíveis para passar na segurança, optámos por uma escala mais prolongada que nos permitisse uma ida rápida à cidade durante a tarde.

 

Depois disso, eram quatro dias em Nova Orleãestrês em Atlanta e dois em Miami Beach, para descansar das próprias férias (temos sempre uma grande tendência para andar em vez de andar de transportes públicos e terminámos estes dias com mais de 90 quilómetros nas pernas) antes do regresso a Portugal.

 

Decidimos automaticamente que íamos mesmo ver um jogo da NFL, em Nova Orleães, e que íamos visitar o estádio mais recente da MLB, em Atlanta. Mantivemos em aberto a opção de ir ver um jogo de basebol também em Miami (a fraca qualidade das equipas não era um grande cartão visita) e começámos a definir prioridades em cada uma das cidades: visitar uma antiga plantação e o fantástico museu da II Guerra Mundial em Nova Orleães, a casa onde nasceu Martin Luther King Jr., o Olympic Park e um «circuito dos museus» (College Football Hall of Fame, World of Coca-Cola e o Center for Civil and Human Rights) em Atlanta.

 

O calor foi o único verdadeiro problema. Insuportável em Nova Orleães, sobretudo por causa da humidade, e difícil de aguentar em Atlanta, fez-nos pensar que talvez tivesse sido melhor adiar a viagem por mais um mês ou dois. Continuou a valer a pena mas tornou mais difícil visitar cada canto de cada cidade como mais gostamos: passo a passo. 

 

Voos (por pessoa)

Lisboa - Miami, ida e volta: 540 euros (TAP)

Miami - Nova Orleães: 77.66 euros (American Airlines)

Nova Orleães - Atlanta: 53.68 euros (Delta)

Atlanta - Miami: 91.05 euros (Delta)

 

Alojamento (por noite, para duas pessoas)

Nova Orleães: 95 euros

Atlanta: 93 euros

Miami Beach: 118 euros