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travel blog

Qua | 17.07.19

Guia para três dias em Moscovo

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Moscovo é uma cidade enorme, pronto, não há forma de fugir. Ainda assim, é possível tratar dos "clássicos" numa visita de três dias, e esta é a nossa sugestão.

Um pequeno aparte: apesar de ser muito fácil adquirir um cartão de dados móveis ilimitados durante a estadia, há uma série de redes de wi-fi gratuitas em várias zonas da cidade, inclusive no metro. Devido a uma mudança na legislação, terão de passar apenas por um pequeno controlo de confirmação: seja recebendo uma sms com um código – que nem sempre chega – ou ligando para um número, sem custo de chamada.

E se quiserem saber o que é preciso para planear uma viagem à Rússia ou se, em vez de Moscovo, estiverem mais interessado num guia para São Petersburgo, podem ir cuscar os outros posts que escrevemos sobre o assunto!

 

Dia 1 - Como fugir à Praça Vermelha?

Não há volta a dar: o vosso primeiro destino em Moscovo deve ser a Praça Vermelha, que é tal e qual como nos filmes, só que melhor. A Catedral de São Basílio é o elemento de destaque na praça, mas há mais para ver: o GUM, um dos principais (e históricos) centros comerciais da cidade fica ali, também, assim como o Mausoléu de Lenin e as paredes do Kremlin. Não há sítio melhor para fazer people watching do que naquela vastidão de espaço, e também é ali que podem finalmente "entrar" no espírito da capital russa.

Praça Vermelha com o Museu Histórico do Estado ao fundo

Dentro das paredes do Kremlin fica o complexo de museus, que inclui uma série de catedrais - a admissão é de 700 rublos - e o Palácio do Arsenal, acessíveis ao público, e ainda a residência oficial do Presidente.

Depois de deixarem o tempo correr por ali, a nossa sugestão é que contornem o Kremlin, percorram os seus jardins - onde podem encontrar, por exemplo, o Túmulo do Soldado Desconhecido, até chegarem ao pé do rio. Aí, sobre a ponte, terão nova (excelente) oportunidade para uma photo op.

Catedral de Cristo Salvador do outro lado do rio Moscovo

Seguindo para sudoeste, vão dar de caras com o Monumento a Pedro, o Grande, no meio do rio Moscovo, com a Catedral de Cristo Salvador ao fundo. A zona "norte" do Parque Gorky, onde fica o Palácio das Artes e uma das mais peculiares atrações da cidade - o "cemitério das estátuas" são uma ótima opção para aproveitar o fim de tarde.

Uma das atrações no cemitério das estátuas

 

Dia 2 - À conquista do espaço e de "tudo o que é russo"

Apesar o Museu da Cosmonáutica ter sido uma desilusão - não pelo museu em si, mas porque a maior parte da exibição está apenas em russo e, por isso, mesmo com muita vontade e algum conhecimento de cirílico, inacessível - a verdade é que a zona que o rodeia vale a viagem de metro até lá.

Só um é capaz de vos levar à lua...

Depois de explorarem convenientemente os monumentos que celebram a conquista do espaço, e o maravilhoso poderio russo sobre todos os outros povos neste domínio, sigam em direção ao Centro Panrusso de Exposições, uma espécie de Parque das Nações à soviética, com pavilhões dedicados aos vários países que fizeram parte da URSS.

Nem todos estão abertos ao público, mas o sítio vale pelo passeio, pelo contemplar da arquitetura e pelo maravilhoso dia de calor que vão encontrar (ah, fomos só nós? Sorry...).

Um dos pavilhões dedicados às antigas repúblicas soviéticas socialistas

Mantendo o tema do dia, mas assumindo que, também aqui, as exposições só em russo são um problema, a nossa sugestão para a tarde é o Museu da Vitória, dedicado à II Guerra Mundial. Apesar de não conseguirmos ficar com uma nova visão do conflito, há alguns elementos do museu - como os vários dioramas militares ou a recriação de Berlim bombardeada - que são independentes da explicação e valem muito os menos de cinco euros de entrada (já o complexo de tanques e material militar no exterior? Not so much).

Um dos impressionantes dioramas sobre a guerra

 

Dia 3 - O metro de Moscovo e as vistas da cidade

No último dia sugerimos que façam uns passeios mais calminhos pelos locais que não podem perder: na Colina dos Pardais, ao pé da Universidade de Moscovo, terão uma vista magnífica sobre a cidade; ali ao lado, o Luzhniki acolheu os Jogos Olímpicos de 1980 e é a casa da Federação Russa de Futebol... mas só vale a pena a visita se forem meio doidos (nós podemos, ou não, ter passado por lá).

O Estádio Olímpico ao fundo... não podia faltar

Já na rua Arbat, uma das poucas artérias pedonais existentes na capital, podem encontrar todas as lojas e mais algumas - pode ser uma boa opção para souvenirs de última hora. "Não falo russo" é, ainda assim, a frase que provavelmente dirão mais vezes durante um passeio por lá.

As estações do Metro de Moscovo são impressionantes

Finalmente, o metro de Moscovo vale um par de horas de passeio só para o apreciar. No nosso caso, assinalámos num mapa as estações que queríamos visitar, descemos as primeiras escadas rolantes quilométricas – Tolstói poderia muito bem ter escrito o Guerra e Paz só numa destas viagens - e fomos seguindo, linha a linha, até vermos tudo o que queríamos. A experiência vai valer um post nos próximos dias, com mais detalhe, mas essa é a nossa sugestão para acabarem a vossa visita, quando os pés implorarem por menos atividade.