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atlas de bolso

travel blog

Sex | 04.01.19

Guia para um fim de semana em Madrid


Este é capaz de ser o post mais difícil que já escrevi para aqui. É que Madrid, como já vos dissemos, não nos sabe a viagem. Damos lá um pulinho de vez em quando, nunca passamos mais de duas noites, vemos umas coisas novas - ou repetimos as anteriores - e pronto, estamos de volta.

 

Tirando Lisboa (e arredores), é a cidade onde estivemos mais vezes juntos nos últimos seis anos. E, tal como em Lisboa, muitas vezes esquecemo-nos de pegar na máquina fotográfica - por isso é que esta breve prosa, além de difícil, tem pouca imagem.

 

Vamos lá, então, a isso: o que fazer num fim de semana em Madrid? Comecem por estar ficar bem localizados para o que querem fazer: a rede de Metro na capital espanhola cobre a cidade quase toda e é, normalmente, rápida, sim, mas se sabem que vão ver um jogo do Atlético de Madrid e só saem do estádio depois das onze da noite, se calhar não vão querer ficar na outra ponta da cidade. Serve para concertos, jantares, brunches, passeios matinais ou o que estiver debaixo do vosso olho.

Madrid

Madrid é uma típica cidade espanhola, que se vê nas e das ruas. Não faz muito sentido focarmo-nos em grandes monumentos - antes em bairros. A minha sugestão é que comecem por explorar a zona de Salamanca, com as suas avenidas bem vestidas de árvores, lojas em todas as fachadas e movimento a todas as horas do dia. Uma paragem para almoço por essas bandas pode ser a Lateral Velázquez (a cadeia tem mais uma série de restaurantes espalhados pela cidade e são sempre uma excelente opção).

 

Daí, sigam para o Parque do Retiro e passem uma tarde os seus recantos, a passear de barco no seu man-made lago, a observar com atenção os monumentos erguidos naqueles terrenos e a observar as diferentes espécies do Jardim Botânico. Diz quem já experimentou (quem?, eu? Não, eu nunca durmo) que com a mantinha certa e depois de uma viagem de avião madrugadora, o Retiro é também o espaço ideal para uma sesta ao sol.

Puertas de Alcalá

Há uma série de museus na zona que podem querer visitar: o Prado é, obviamente, o mais sonante, mas o Museu de Arte Moderna, o Museu Marítimo ou o Museu Arqueológico Nacional também estão nas redondezas. Se realmente seguirem este guia para um fim de semana sugerimos apenas que deixem o Rainha Sofia para o domingo, já que a entrada é gratuita entre as 13h30 e as 19h00.


No dia seguinte comecem por explorar a zona da Calle Fuencarral e o bairro da Chueca. A zona gay da cidade é também uma das áreas mais trendy de Madrid, e a zona para ser engolido entre as lojas mais concorridas. Pode ser caótica, por vezes (nunca, em tempo algum, recomendaremos a Calle Fuencarral na altura do Natal), mas as manhãs de domingo conseguem ser agradáveis. A creperia La Rue é uma pit stop perfeita para pequeno almoço, brunch ou lanche.


Se seguirem a gravidade vão desembocar na Gran Vía, e daí ao Mercado de San Miguel é um passinho. Atenção! Pode parecer terrível e turístico. Se for esse o caso - e se for esse o caso, vão notar à distância - virem à esquerda a caminho da Plaza de Santa Ana, onde encontram ótimas opções para almoço. Se parecer calminho, entrem, cheirem, provem e tapeiem a vosso gosto.

Museu Rainha Sofia

Sigam agora para o Museu Rainha Sofia, mas evitem seguir sempre pela Calle de Atocha - as ruas e ruelas que a cruzam são muito mais interessantes. Se gostam de arte contemporânea, não apressem a visita e não corram diretos ao Guernica (está na sala 206.06, já agora). Há muito mais para apreciar, ou não fosse um museu com uma escultura de Roy Lichtenstein à porta. Uma única nota: não é possível entrar com mochilas e malas grandes - há cacifos, levem moedas.

 

Se o vosso tempo acaba aqui, nós percebemos - normalmente não temos sequer tantas horas. Caso contrário, que tal um jogo de futebol? O Real joga no Santiago Barnabéu, na zona norte do centro. O Atlético mudou-se em 2017 para o Wanda Metropolitano, nos arredores da cidade - há metro até lá.

Wanda Metropolitano