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atlas de bolso

travel blog

Seg | 06.08.18

Guia para ver o melhor de Malta em dois dias

 

Os nossos três dias em Malta, como já vos disse, foram encurtados para dois devido a uma tempestade daquelas (com direito a trovoada que, se eu tivesse medo, me teria feito esconder debaixo da cama).

 

(Available in English)

 

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E, desses dois dias, uma boa tarde foi passada a ver o genial Pembroke-Floriana (para quem não está a par, falamos da Premier League maltesa), esse clássico do futebol europeu.

 

(Malta: um destino para qualquer ocasião)

 

Ficámos então com uma manhã, um fim de tarde e um dia inteiro para ocupar em Malta. Ponto um: o que queremos ver? O país é conhecido pelas espetaculares paisagens naturais e costeiras, com águas maravilhosas e grutas fantásticas. Mas, apesar dos vinte e qualquer coisa graus, estamos em novembro e ninguém está com grande vontade de se descascar. Além disso, a nossa praia é mais cidades.

 

 Decidimos que o dia perdido nos faria cortar Gozo do itinerário: a viagem de autocarro, mais o ferry, mais outra viagem de autocarro, mais caminho igual de regresso, era coisa para levar um dia. Ficámo-nos então pelas cidades: Valletta, ao lado de “casa”, foi o primeiro contacto e o sítio ideal para passar os fins de tarde. Marsaxlokk foi visitada no domingo de manhã, o Victor Tedesco (estádio) foi o destino da tarde. Na segunda-feira apontámos agulhas a Mdina e Birgu (Città Vittoriosa), onde aproveitámos para ver o pôr-do-sol na baía.

 

Valletta

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Se tiverem pouco tempo para visitar Malta, não podem ficar mais bem situados do que em Valletta, ou na vizinha Floriana (literalmente às portas da capital), de onde saem todos os autocarros na ilha. Além disso, a cidade é… espetacular.

 

Bons sapatos são fundamentais, e já agora umas pernas musculadas, porque se sobe e desce muito, mas vale a pena. As ruelas estreitas, com as suas janelas protuberantes e pintadas de vermelho e as estátuas que nos surpreendem em cada esquina tornam o ambiente encantador, e são o local ideal para passear a qualquer hora do dia. A vista para as Três Cidades (a este) é brilhante, e a mini-cidade acabou por ser um destino recorrente para nós.

 

Aproveitem os pequenos quiosques com crepes, wraps e sandes e terão excelentes refeições ao preço da chuva. Ou fiquem numa esplanada, mais ou menos turística, e comam boa comida italiana.

 

Marsaxlokk

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Marsaxlokk é um destino recorrente em guias e itinerários para Malta, que falam do “mercado de peixe ao domingo” como se fosse a coisa mais maravilhosa do mundo. Dica: não é. É giro, sim. Mas não compensa a fila de 80 pessoas para entrar no autocarro (dessas, só 40 vão conseguir entrar e não se voltam a abrir portas até chegar à estação terminal), os empurrões dos velhos britânicos e a falta de civismo que se encontra no caminho até lá.

 

O mercado normal, sem a parte do peixe, funciona todos os dias e escolhendo outro dia escusam de arriscar ser espezinhados para chegar lá – porque sim, vale a pena ir ver a baía, os tradicionais barcos coloridos, o ambiente.

 

Aproveitem uma manhã ou uma tarde para passear, sentem-se numa esplanada a comer qualquer coisa (esqueçam o Costa Coffee e os seus preços de Reino Unido, por favor) e a fazer a melhor coisa possível quando se está de férias – people watching.

 

Mdina

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Mdina, ou a Cidade Silenciosa, é uma cidade medieval fortificada que serviu como capital de Malta. Hoje, é um íman de turistas que se perdem pelas ruas calcetadas e exploram as igrejas e museus existentes na área. Das muralhas consegue avistar-se a ilha toda e distinguir as diferentes povoações que salpicam a ilha com igrejas de estilo italiano no meio de habitações de estilo árabe ou norte-africano.

 

Quando visitámos, a cúpula da Catedral estava em remodelações (e cheia de andaimes), mas isso não foi problemático. O encanto da cidade está no seu tom amarelado e sereno, que nos parece perseguir pelas ruas com curvas e contracurvas. Numa segunda-feira de manhã é possível andar por algum tempo sem encontrar hordas de visitantes e percebe-se o porquê de ser apelidada “Cidade Silenciosa”.

 

Birgu

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A zona das Três Cidades (Birgu, ou Vittoriosa, Senglea e Cospicua) foi provavelmente a menos turística, e mais “local”, que visitámos – exceção feita, vá-se lá saber porquê, ao estádio Victor Tedesco.

 

Vistas de Valletta, parecem um aglomerado de fortificações entrecortado por cúpulas de cor avermelhada a fazer lembrar Itália. A curiosidade foi mais forte e, depois de uma curta viagem de ferry, chegámos a Birgu e começou a nossa maior escalada.

 

Quando desembarcamos no ferry de Valletta, há duas opções: seguir ao longo da linha de água ou escalar a cidade, em direção ao Museu da Guerra. Por alguma razão, achámos que a melhor vista para Malta seria lá no alto (pensando nisso, faz algum sentido, certo?) e decidimos subir. Podíamos ter olhado para o mapa e ter percebido que a ponta da cidade, onde fica o Forte de Santo Ângelo, só tem acesso por uma estrada, e não é lá no alto.

 

Eventualmente, e depois de um passeio pelas ruas de Birgu (que, já agora, valem bem a pena ser exploradas, porque têm o encanto das de Valletta mas com a piada de terem, de facto, moradores), chegámos ao nosso destino. Forretas como somos, decidimos deixar de lado a entrada no forte propriamente dito e seguir por um caminho precário à volta da muralha. Fomos recompensados com uma “plataforma de observação” natural com vista para Valletta e umas horas bem passadas.

 

 

 

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