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Sex | 07.02.20

Ir ao cinema no coração de Hollywood

Rui Pedro Silva


Ano após ano, as imagens entram-nos pela televisão e pelas redes sociais mesmo que queiramos fugir. A cerimónia dos Oscars merece uma ampla cobertura e vemos sempre imagens da Hollywood Boulevard, em frente ao Dolby Theatre, com passadeira vermelha, estrelas de cinema e múltiplas entrevistas.

Entrada para o TCL Chinese Theatre

Não é por acaso que aquele quarteirão é um dos pontos mais turísticos de Los Angeles. Toda a gente quer ver as estrelas no chão do passeio, as marcas das mãos gravadas no cimento, os locais a que estão habituados desde pequenos.

Foi o que nós fizemos na primeira visita a Los Angeles. Mas, na segunda, como queríamos experimentar algumas coisas diferentes, decidimos optar por uma nuance: ir ao cinema em Hollywood, no coração dos Oscars, no Chinese Theatre, a escassos metros do palco onde todos os anos figuras como Steven Spielberg, Meryl Streep ou John Williams se mostram em todo o esplendor.

A entrada para o cinema pode não estar no local mais movimentado mas não deixa de ser num centro comercial onde passam milhares de pessoas todos os dias. Talvez por isso tenhamos achado que ia ser uma grande confusão, mesmo que planeássemos as coisas para ir ver uma sessão perto da hora do almoço quando, em princípio, não há tanta gente.

Vista do centro comercial para a Hollywood Boulevard

De qualquer forma, não estávamos à espera de um cenário tão vazio. Os bilhetes, por padrão, custariam 16 dólares mas tivemos direito a um desconto que, na altura, surpreendeu. Seria por ser das primeiras sessões do dia? Por ser segunda-feira? A verdade é que pagámos 12 dólares por cada o que, pensando bem, é um bilhete caro para ir ver um filme, mas talvez justifique a experiência de estar praticamente no ponto zero da história do cinema norte-americano.

O enorme salão que dá entrada para as salas de exposição dos filmes impressiona. Mas está praticamente deserto. Os balcões para as pipocas, bebidas e outras opções que associamos tão facilmente ao que vemos nos filmes, quando as personagens vão ao cinema, estão lá. Há sofás e dois andares por onde andar.

O edifício é imponente mas o que chama mais a atenção é uma espécie de exposição de adereços do Star Wars num dos cantos. Com imagens de Carrie Fisher, a Princesa Leya na trilogia, estão expostos também objetos como as armas que utilizou nos diversos filmes, alguns vestidos (feitos pela mãe, lemos na descrição) e a cadeira onde se sentava durante as pausas.

Alguma das armas utilizadas pela Princesa Leya

Não é o suficiente para nos deslumbrar, longe disso, mas talvez seja o ingrediente necessário para nos fazer perceber que estamos mesmo no epicentro de Hollywood.

A experiência do filme (decidimos ir ver o o Richard Jewell, porque junta história dos Jogos Olímpicos com a ação numa cidade que também já visitámos) não traz nada de novo. É em Los Angeles, mas podia ser em qualquer canto de Portugal, tirando os ornamentos nas paredes. Percebe-se que é um sítio clássico.

De resto, tudo normal. Pouca gente, barulho de pipocas e traillers que nos fazem pensar nos filmes que gostaríamos de ver. Ah, e sem intervalos. Porque a narrativa do filme deve ser respeitada.

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