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atlas de bolso

travel blog

Dom | 05.08.18

Malta: um destino para qualquer ocasião

 

Em casa (mesmo à porta, para fazer inveja) tínhamos um daqueles "mapas-raspadinha", onde marcamos os países que já visitámos juntos. Infelizmente, não passei muito tempo a olhar para ele, ou saberia que Malta não dá para raspar quase nada. Mas foi a possibilidade de visitar um novo país e, confesso, raspar mais um bocadinho que me levou a procurar viagens para aquele país-ilha no meio do Mediterrâneo.

 

(Also available in English)

 

malta_1.jpg

Também me bastaria um olhar para o tal mapa para ver que está mesmo perto da Tunísia, e saberia que "frio" tem uma conotação diferente por aquelas bandas. Vá, vou ser sincera: não sabia quase nada sobre Malta. A minha descrição seria: "Fala-se inglês, faz parte da Europa, é pequeno e bonito (ou pelo menos dizem que é)". Tudo se confirmou - o inglês não é bem aquele que esperávamos, mas existe - mas Malta é muito mais do que isso.

 

Hoje já há novamente voos regulares entre Lisboa e Malta, mas na altura tivemos duas opções: manter as coisas simples ou ser criativos. Apesar de gostar muito da simplicidade, aqui escolhi ser criativa - e poupar uns trocos. Nada de voos certinhos, na mesma companhia, escala num hub da Europa e tudo tratado à partida. Preferimos ver voos low cost a partir de Madrid, e logo se veria como chegávamos lá. Resultado final: dois voos Ryanair, dois voos Easyjet, uma noite extra na capital espanhola e três dias completos em Malta. Feito.

 

Próximo passo: alojamento. E a mesma dúvida de sempre: hotel ou apartamento (grandes grandes fãs do Airbnb por aqui...)? E em que zona ficar quando queremos visitar um país inteiro em três dias? As primeiras reservas foram feitas em hotéis na zona de Marsaxlokk, mas o conselho de quem vive por lá mudou-nos para Floriana (literalmente à porta da capital, Valletta), e não podíamos ter escolhido melhor. Todos os autocarros da ilha passam por ali, e estávamos a cinco minutos a pé do porto e do centro da cidade. A cozinha do apartamento acabou por não ter grande uso, mas a escolha foi acertada.

 

Finalmente, chegou a parte mais divertida da pré-viagem: começar a ler sobre o país e decidir o que queríamos visitar. Foi rapidamente, nas nossas viagens iniciais, que percebemos que museus não são a nossa praia (exceção feita ao Newseum, coisa mais perfeita do mundo, e mais uns poucos), e que tempo bem passado pode ser simplesmente ficar duas horas a olhar para o mar. Também já sabemos que gostamos de andar a passear por cidades, a cruzar ruas e ruelas. Os imperdíveis estavam assentes: Valletta, Mdina e Marsaxlokk iam estar no menu. O resto (a ilha de Gozo, a costa e mais uma ou outra cidade) dependeriam da nossa disposição e do tempo - que ameaçava pregar partidas.

 

(Guia para ver o melhor de Malta em dois dias)

 

Ao mesmo tempo que eu pesquisava arduamente os locais de interesse de uma ilha inteira, o companheiro de viagem desenhou para si uma única missão: descobrir que jogos de futebol havia nesse fim-de-semana de novembro. Parece que em Malta é regra haver jornada dupla em cada estádio e isso é uma coisa muito interessante. Ficou apalavrado que, quando chegássemos, logo decidíamos o que fazer (quem é que eu quero enganar? Sabíamos bem que íamos acabar no estádio).

 

O dia da partida (para Madrid) chegou. Esperavam-nos quatro horas de sono num hotel junto do aeroporto e um voo, na madrugada seguinte, que nos ia permitir aproveitar o dia todo em Malta. Claro que as coisas nunca correm como é esperado e apesar de sim, termos aterrado na ilha pouco depois das 9 da manhã de um sábado, termos chegado ao apartamento às 10 horas e termos visitado um pouco de Valletta antes da hora de almoço, uma tempestade deixou-nos na box durante o resto do dia e tornou "três dias completos em Malta" em dois dias e um bocadinho, "se tivermos a sorte de parar de chover".

 

Mas tenho de vos dizer: até duas horas em Malta valeriam a pena.

 

Voo (ida e volta, por pessoa): 50 euros (de Madrid, Ryanair) + 44 euros (para Madrid, Easyjet)

Alojamento (por noite, para duas pessoas): Floriana, 35 euros / Madrid, 50 euros

Transporte: Passe ilimitado 7 dias, 21 euros / Passe 12 viagens, 15 euros