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atlas de bolso

travel blog

Ter | 12.03.19

Musée Mécanique - o tesouro escondido de São Francisco

 

"O que fazer na cidade X?" ou "Guia para a cidade X" são pesquisas recorrentes para mim. Assim que marco uma viagem, ou ainda antes de a marcar, já costumo ter uma ideia do que há para ver e quais são as grandes atrações turísticas.

 

Mas é quando finalmente começo a delinear planos e a preencher folhas de excel com itinerários que a diversão começa. E, muitas vezes, o que faz a diferença numa viagem não está nas primeiras páginas do Google quando se pesquisa "O que fazer em X" (a não ser, claro, que a pesquisa mostre o atlas de bolso nos primeiros resultados).

Posso garantir-vos que ganhei

O Musée Mécanique, em São Francisco, é um desses casos; encontrei uma referência a este museu - que não o é bem, mas já lá vamos - numa lista qualquer de coisas a fazer à 25.ª ida à cidade, e assim que percebi o que era, sabia que tinha de lá ir experimentar. Trata-se de um espaço (não tão grande assim) cheio de... jogos de arcada.

 

Uma visita ao Musée Mécanique, para mim, nascida nos anos 90, não é uma "trip down memory lane"; é um encontro com os jogos dos filmes, que mostram horas e horas de diversão em salas com pistas de skee ball, os clássicos "termómetros" de força - ou de amor - ou sortes contadas e desejos realizados por videntes mecânicas (como Tom Hanks no filme Big).

 

Não nos chegamos a sentir como Tom Hanks. Na verdade, somos o seu exato oposto. Ao pedir um desejo naquela noite na feira, a personagem do filme queria ser grande, queria poder entrar na montanha-russa. Em sentido contrário, nós, ao entrarmos neste espaço, sentimo-nos novamente pequenos.

Atrevem-se a testar o vosso amor?

O Musée Mécanique não defrauda em nada as expectativas. Quando o encontrámos, bem refastelados depois de um lanche na Ghirardelli, íamos preparados, com os bolsos cheios de "quarters" que andávamos a guardar desde que chegámos. A verdade é que, depois de duas horas a matar palhaços, marcar um montão de pontos no skee ball e ser trucidada a encestar, os bolsos saíram vazios, mas o sorriso que tínhamos de orelha a orelha mostrava que a escolha tinha sido acertada. (Ou não tivéssemos voltado, "só para um joguinho", assim que pudemos.)