Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

atlas de bolso

travel blog

Qua | 27.02.19

Os planos da nossa aventura californiana (em São Francisco e Los Angeles)

 

À conta deste texto, estive a tentar perceber qual é a lógica das nossas viagens, especificamente aquelas que fazemos até aos Estados Unidos. A verdade é que acho que não existe grande lógica.

 

Enfim, depois da nossa primeira viagem - em que visitámos Washington D.C., Nova Iorque e Filadélfia (esse relato há de chegar) - começámos a pensar onde podíamos ir a seguir. Claro que o Rui votava em Boston, mas, lá no fundo, sabia que não fazia muito sentido repetir tão cedo essa viagem. Até porque ir para aquela zona era continuar ali no cantinho nordeste, e havia muitos Estados Unidos para ver.

O Griffith Observatory em Los Angeles proporcionou um pôr-do-sol perfeito

Por outro lado, eu andava com alguma vontade - depois de me ter apaixonado pela capital americana, também muito ao estilo europeu - de conhecer São Francisco, a "cidade europeia" da costa oeste. Não foi preciso dizer duas vezes ao Rui, que começou logo a pensar em juntar Los Angeles à história - já lá tinha estado mas a cidade deixa sempre uma sensação de que não aproveitámos tudo.

 

Já sabíamos que queríamos ir em abril (porque passar o aniversário ao pé de pessoas é muito chato), e o passo seguinte foi ver os calendários desportivos. Aí, a viagem começou a ficar escrita na pedra. Os Lakers fariam o último jogo da época a 13 de abril e havia grande hipótese - disse-me o Rui, claro, acham que eu sabia disto? - de Kobe Bryant se despedir nesse dia.

 

Numa jogada nada nossa (cof cof), ainda sem passagem de avião comprada, já tínhamos "na mão" os bilhetes para a partida. E logo a seguir, para o jogo entre Warriors e Spurs. O nosso calendário começava a ficar definido ainda sem sabermos muito bem como, condicionado pelas escolhas dos jogos que queríamos ver. Os Giants jogariam mais cedo; os Dodgers podíamos encaixar depois.

 

Faltava só o voo. Durante várias semanas (meses?) vimos religiosamente o preço das passagens até São Francisco, ou até Los Angeles, ou indo para uma e voltando para outra. Os preços não estavam péssimos, mas também não estavam excelentes. Finalmente, num golpe de sorte - quando já tínhamos decidido que, caso não houvesse alteração, avançávamos no final do mês - a KLM decidiu incluir São Francisco numa promoção: 399 euros por pessoa, ida e volta? Tinha o nosso nome escrito.

As comparações com a de Lisboa são inevitáveis

Com a viagem agora mais definida, e a decisão de ir e vir do mesmo sítio, faltavam-nos os pormenores: em que dia iríamos de São Francisco para Los Angeles? Como faríamos a viagem? Onde ficaríamos alojados?

 

Decidimos que o trajeto SF-LA-SF seria feito de autocarro, para poupar uns trocos. A viagem para sul ia ser de noite (menos uma diária para pagar); o regresso durante a tarde, para vermos alguma coisa da supostamente espetacular paisagem californiana. Não, não alugámos um carro para fazer a Pacific Highway - talvez numa próxima vez; e sim, ficou-nos a faltar a paisagem espetacular. 

 

Os sítios para pernoitar também começaram a "cair do céu": um anexo espetacular no Mission District, em São Francisco; um apartamento em Chinatown - mesmo ali à beirinha do estádio dos Dodgers -, em Los Angeles... e, finalmente, um hotel baratucho em San Bruno, muito perto do aeroporto, para a noite antes do regresso a casa.

 

Os nossos doze dias na Califórnia começavam a ser muito reais.

O fim da linha em Los Angeles

Voo (ida e volta para São Francisco, por pessoa): 399 euros

Autocarro (ida e volta de São Francisco para Los Angeles, por pessoa): 10,75 dólares

Alojamento em São Francisco (por noite, para duas pessoas): 103 euros

Alojamento em Los Angeles (por noite, para duas pessoas): 77,2 euros

Alojamento em San Bruno (por noite, para duas pessoas): 85 euros