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travel blog

Sex | 04.10.19

Perseguir o Mundial de Râguebi até ao Japão

O Japão não estava na nossa lista de prioridades no momento em que decidimos fazer a viagem. Aliás, no primeiro momento, logo em 2015, o nosso objetivo não foi necessariamente visitar este país mas sim acompanhar o Mundial de Râguebi. Ainda tínhamos quatro anos de espera pela frente, mas a ideia cresceu e concretizou-se logo no início de 2018 quando garantimos bilhetes para dois jogos em Sapporo.

Osaka é uma cidade vibrante durante o dia e à noite

Faltava mais de ano e meio para a viagem (em setembro de 2019), por isso tivemos todo o tempo do mundo para planear. Sapporo, na ilha de Hokkaido, no norte do Japão, era a única paragem obrigatória e durante meses aconselhámo-nos com amigos, conhecidos e… internautas que tinham passado por lá.

A importância do planeamento pode ser a chave, supostamente quando há um Mundial a caminho e se preveem milhares de fãs a acompanhar as seleções e a entupir o alojamento disponível. Em setembro de 2018, um ano antes, tínhamos o itinerário definido, viagem comprada e os primeiros alojamentos – sobretudo em Sapporo – reservados.

A viagem ia começar precisamente com os dois jogos para os quais tínhamos bilhetes mas depois íamos passar ainda por Osaka, Hiroshima, Quioto e Tóquio. Tirando a viagem entre Sapporo e Osaka, que faríamos de avião, todas as restantes seriam de comboio, graças ao JR Pass, o passe de sete dias que comprámos (reservando ainda em Portugal para ser mais barato) por 239 euros.

O choque cultural era uma das nossas maiores incógnitas e também fomos recolhendo dicas úteis e recomendações para alguns dos momentos da viagem. Coisas simples como não comer enquanto se anda, parar sempre nos vermelhos para peões ou não falar ao telemóvel nos transportes públicos, e ainda sobre a importância (ou não) de ter um plano de dados comprado para podermos ter internet em momentos de aperto.

Conclusão: seguimos os primeiros à risca, mas decidimos arriscar fazer a viagem sem o tal pacote, adiando para os dias seguintes uma decisão mais concreta caso sentíssemos falta desse trunfo. Não sentimos. Talvez por ter havido uma aposta forte nos últimos anos, não só a pensar no Mundial de Râguebi mas também nos Jogos Olímpicos de 2020, todas as cidades que visitámos têm uma rede de wi-fi gratuita que dá para as encomendas, havendo também inúmeros estabelecimentos comerciais com redes específicas.

Nestes últimos, destacamos a cadeia de lojas do 7-Eleven. Parece que há uma a cada esquina, há internet gratuita, comida muito boa e barata (vão à confiança) e máquinas de levantamento de dinheiro que aceitam cartões internacionais. Este último aspeto pode ser importante, sobretudo porque nem todos os sítios aceitam pagamentos com cartão.

A rede de transportes nas grandes metrópoles pode parecer caótica mas permite a deslocação de forma perfeita, pontual e adequada. Dependendo do número de viagens que façam em cada cidade, poderá ser útil comprarem passes diários. Caso não compense, a melhor dica que vos podemos dar é que comprem um cartão recarregável (Suica ou Pasmo em Tóquio, Icoca em Osaka e Quioto, por exemplo), que poderão usar por todo o país.

Escusado será dizer que a gastronomia japonesa é de comer e chorar por mais e que vale a pena experimentar (praticamente) tudo. No meu caso, saí de terras nipónicas a delirar com as deliciosas bolinhas de polvo (takoyaki) e com okonomiyaki. Mas, lá está, opções não faltam.

 

Voo (ida para Sapporo, regresso de Tóquio, por pessoa): 680 euros, Air France
Voo Sapporo-Osaka (por pessoa): 97 euros
JR Pass (para 7 dias, por pessoa): 239 euros
Alojamento em Sapporo (por noite, para duas pessoas): 100 euros
Alojamento em Osaka (por noite, para duas pessoas): 75 euros
Alojamento em Hiroshima (por noite, para duas pessoas): 42 euros
Alojamento em Quioto (por noite, para duas pessoas): 72 euros
Alojamento em Tóquio (por noite, para duas pessoas): 90 euros

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