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atlas de bolso

travel blog

Qua | 21.11.18

Todos os motivos são bons para ir a Boston

 

Boston é uma cidade especial e já o era para mim antes de a ter visitado pela primeira vez em 2011. Só lá voltei, já com a Sarah em abril de 2017 e, desde então, repetimos o destino mais duas vezes. As desculpas para visitar são sempre diferentes, os motivos são sempre os mesmos.

Boston em pano de fundo

Pode não ser a cidade mais cosmopolita, pode não ter a aura que Nova Iorque ou Los Angeles parecem ter como destinos turísticos, pode não ter (durante grande parte do ano) o tempo mais agradável, mas é única. É, talvez, a cidade mais europeia dos Estados Unidos. Relativamente pequena, é fácil percorrer as ruas entre atrações a pé e com um espírito que, apesar da fama, mostra que sabe receber bem.

 

Por ser tão pequena, os hotéis raramente são a melhor opção mas é possível encontrar AirBnB’s em sítios bastante centrais que valem muito a pena. Depois do North End e de Beacon Hill, tentámos explorar uma terceira parte da cidade, praticamente ao lado do aeroporto, e também não nos arrependemos.

 

Os transportes públicos não são essenciais mas, quando precisos, são acessíveis e fáceis de navegar pela cidade e arredores, sobretudo Cambridge. E, sobretudo, Boston é também um ponto de partida privilegiado para a maior parte dos destinos turísticos de Nova Inglaterra. Mas bom, vamos por partes.

 

A nossa primeira ida a Boston juntos foi em abril de 2017 mas aqueles quatro dias não foram mais do que um anexo a uma viagem que tínhamos pensada. O objetivo principal era fazer a viagem de comboio entre Chicago e San Francisco no California Zephyr (ainda não a escrevemos mas é capaz de ter sido a melhor experiência que já tivemos numa viagem) e decidimos passar quatro dias em Chicago antes da partida, já que lá íamos estar. Foi também nessa altura que, num misto de loucura e desejo, soltei a pergunta: «Então e se voássemos para Boston, ficássemos lá quatro dias, e só depois fôssemos para Chicago?». Desafio lançado, aceite e ponto de partida dado para a melhor viagem possível.

 

Uma grande parte dos planos para Boston incluíam desporto. Vimos hóquei no gelo e basquetebol. Queríamos ver basebol mas o tempo não ajudou e o jogo foi cancelado, tirando-nos qualquer oportunidade de vermos uma partida noutro dia. E aqui começou a surgir a desculpa para a segunda viagem, em setembro desse ano.

Os Celtics fazem sempre que possível parte do menu

A voltarmos de São Francisco, a Air France tinha um avião avariado e fomos dois dos infelizes contemplados que ficaram de fora da alternativa – mais pequena. Fomos obrigados a mudar de aeroporto e voar mais tarde, com a TAP, mas recebemos 250 euros de compensação cada um. Se já estávamos com a ideia de voltar a Boston, este dinheiro só ajudou. «Pronto, está decidido. Voltamos em setembro, quando ainda houver basebol, e até podemos aproveitar para ver um jogo de futebol americano», dissemos, fazendo referência à única modalidade claramente americana que ainda não tínhamos visto nos Estados Unidos (só em Londres mas a experiência não é igual).

 

Por esta altura, já prevíamos as perguntas: «Mas Boston outra vez?». Sim, outra vez. Como precisávamos de bons argumentos para não respondermos torto, começámos a explicar que também queríamos aproveitar melhor esta segunda viagem para conhecer o que está à volta da cidade. Por isso, fizemos uma escapadela de um dia até Portland, no Maine, e… foi incrível. Esta segunda viagem trouxe também uma outra vantagem: conhecer Boston com bom tempo, longe do frio, chuva e restos de neve de abril.

 

E com isto chegamos à terceira visita, em novembro deste ano. Temos o hábito de nos oferecermos mutuamente viagens nos aniversários mas a Sarah tinha ficado a arder este ano porque tinha sido operada à anca uma semana antes. Com o tempo de recuperação, reabilitação e falta de dias disponíveis, fomos atrasando os planos até lançar a pergunta: «E que tal Boston no fim-de-semana alargado de 1 de novembro?».

 

Aqui, nem tínhamos grandes planos mas assim que comprámos a viagem, apercebemo-nos de que os Celtics jogavam logo nessa noite. Mais uma vez, as perguntas do género surgiram mas estávamos preparados para tudo. A verdade? Também fomos a Salem, pós-Halloween, não vimos a festa do título dos Red Sox por um azar de dois dias, apanhámos bom tempo suficiente (muito melhor do que estávamos à espera, tendo em conta que era novembro) e ficámos boquiabertos com a beleza das marcas do outono um pouco por toda a cidade.

Vista de Cambridge para Boston

E sim, uma vez mais conseguimos acrescentar sítios novos às nossas visitas, mesmo em Boston. As horas passadas na JFK Library and Museum foram uma experiência espetacular que aconselhamos a toda a gente, mais não seja porque o local também oferece uma vista pouco comum sobre a cidade.

 

Ah, e as horas de voo? Sim, voámos no dia 1 de manhã e regressámos no dia 4 à noite mas não foi cansativo. Pela primeira vez optámos por voos diretos com a TAP e compensou, especialmente a parte de regressar num voo de apenas cinco horas e vinte minutos. A conclusão que ficou até foi a oposta: se isto não custa quase nada, por que é não vamos mais vezes?