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atlas de bolso

travel blog

Sex | 05.10.18

Uma manhã na Oak Alley Plantation

A selfie da praxe

"Vão agora passar a Laura Plantation à vossa esquerda... e vão ver por que é que fizeram a escolha certa."

 

As palavras de Rick, o motorista que nos levava até à Oak Alley Plantation e que tinha acabado de deixar metade do nosso grupo numa plantação diferente, deixaram-nos em suspenso. Que raio haveria de especial em Oak Alley para que aqueles campos de aloé e cana de açúcar, que víamos ali ao lado, ficassem tão obviamente para segundo plano?

 

(Also available in English)

 

A Oak Alley Plantation é uma antiga plantação de cana de açúcar, mandada construir no século XIX por Jacques Roman e que hoje mostra bem o que foi a relação entre as grandes famílias do Louisiana e os seus escravos. Nos tours, de cerca de uma hora, somos levados a conhecer a história da família, mas também um pouco do que era a vida dos escravos naquela casa. Fora da "big house", foram reconstruídas as antigas habitações de madeira onde pernoitavam, e há espaço para mais exibições sobre o assunto.

Habitações onde os escravos dormiam

Mas a verdade é que, por mais interessante que a história da casa seja - e é, além de ser um verdadeiro murro no estômago -, não é isso que faz a diferença. Na mesma zona há outras que podem ser visitadas, cada uma com a sua peculiaridade: a Laura Plantation ou a Houmas House Plantation são apenas algumas das suas opções.

 

O que faz verdadeiramente valer a pena a visita até à Oak Alley, e daí termos "escolhido bem", é a sua... oak alley, ou Avenida dos Carvalhos (mais ou menos, vá). Ao todo, são 28 carvalhos com mais de 200 anos que foram transplantados para a sua localização atual. Do primeiro andar da mansão tem-se uma vista inacreditável sobre esta "avenida", e nem a estrada ao fundo do túnel estraga a oportunidade para a fotografia. Dizia uma das anteriores donas que é a "vista mais bonita do Louisiana" - se não é verdade, queremos ver a concorrência.

Visa da varanda do primeiro andar

Mesmo num dia com várias excursões, conseguimos ter o espaço bastante vazio. E a verdade é que as pessoas que lá estão e visitam o espaço, e a forma como interagem com ele e com os outros, também são parte da experiência. É tão interessante para nós reagirmos ao que estamos a ver como vermos a reação dos outros ao passearem pelos jardins e pelos casebres, ao ouvirem a história de como foi construída aquela casa. 

O sino que comandava toda a rotina da plantação

Não são permitidas fotografias no interior da mansão, o que só nos deixa uma alternativa: recomendar que a visitem, em qualquer viagem a Nova Orleães. O caminho até lá, desde a cidade, demora cerca de uma hora - se não tiverem um carro à disposição, há várias operadoras turísticas que vendem excursões, que já incluem o preço do bilhete.

 

E mais uma dica: aproveitem o jet lag com que certamente vão chegar aos Estados Unidos, se viajarem da Europa, e marquem a excursão para bem cedo. Mal por mal, vão estar acordados de qualquer forma, e ainda evitam multidões.